Tratamento acústico de ambientes

absorvedores_acusticos-150x148A absorção sonora é a capacidade que os materiais têm de converter parte do som incidente sobre eles em calor, enquanto a outra parte é refletida de volta para o ambiente. Para que isso aconteça, o som deve penetrar no material. Por isso que os materiais porosos e fibrosos possuem melhor desempenho acústico, quando se fala em absorção sonora. Já falei sobre isto em um post sobre o comportamento acústico dos materiais.

Esse conceito é importante para você entender mais facilmente sobre o tratamento acústico de ambientes, assunto deste post.

Para tratar acusticamente um ambiente, não apenas residencial, mas também bares e restaurantes, salas de aula, indústrias e outros, é importante utilizar revestimentos projetados para efetivamente controlar a propagação do barulho. Importante destacar que existe diferença entre materiais de absorção acústica, que minimizam a reflexão das ondas sonoras em um mesmo ambiente (espumas, fibras cerâmicas e de vidro, carpetes e tecidos), e materiais de isolamento, que tem por finalidade impedir que o som passe de um ambiente para outro (concreto, vidro e chumbo). Os forros acústicos, por exemplo, são materiais desenvolvidos para proporcionar absorção sonora adequada nos ambientes internos, chegando a até 100% de absorção dependendo da frequência do som, espessura do forro, montagem e acabamento.

No entanto, de nada vale investir em forro de qualidade se o material não estiver instalado de forma a atuar em conjunto com as paredes e o piso. Costuma-se dizer que o forro acústico só funciona se houver um diálogo entre o arquiteto, o profissional especializado em acústica, a técnica e a estética. Além disso, na hora da escolha do forro ideal é necessário conhecer a função que o ambiente irá cumprir, os níveis de ruído recomendados e o comportamento do espectro sonoro interno.

Por isso é importante que o projeto seja analisado por profissionais especializados em acústica desde o início, um meio de garantir o resultado esperado e evitar investimentos equivocados. Caso seja necessário corrigir erros de escolha de material ou de instalação, o custo pode ser bem maior do que o previsto no princípio da obra. As soluções estão disponíveis para todos. O problema é que pensamos sempre na redução de custos e maximização de lucros. Com isso, deixamos de usar pequenas soluções ou cuidar de detalhes de instalação que poderiam fazer a diferença sem aumentar muito os custos de uma obra. Muitas vezes as soluções já usadas no mercado, se corretamente instaladas, resolvem vários problemas.

Por Vítor Litwinczik.