A imagem do som

Trabalhar com acústica é algo interessante, pois exige certo grau de abstração para “ver” o som. Tem-se que acreditar nas explicações matemáticas e imaginar o fenômeno físico.

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Acredito que parte da dificuldade em trabalhar com acústica, convencer as pessoas que determinadas soluções irão funcionar, ou não, vem dessa impossibilidade de ver o som. É como o vento que não o vemos mas sentimos. Conseguimos medir seus efeitos como os níveis de pressão sonora (dB), de intensidade ou potência sonora.

Existem técnicas para “fotografar” o som, onde é possível ver, por meio de um gráfico de cores, a variação da intensidade sonora em diferentes pontos da fonte de ruído. Essa é uma técnica bastante útil para identificação de fontes sonoras em veículos ou identificar pontos de fragilidade no isolamento acústico de uma janela, por exemplo.

Alguns softwares de simulação numérica fazem isso com base em modelos matemáticos diversos. Ainda assim não estamos efetivamente vendo o som, mas uma representação computacional de como seria a propagação sonora.

E se pudéssemos realmente ver o som, isso nos ajudaria a entender melhor a acústica?

O vídeo a seguir apresenta uma técnica para filmar o som, veja que interessante.

E agora, será que dá para acreditar nas simulações computacionais?